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O SALAT (ORAÇÃO) NA VIAGEM

A ORAÇÃO NA VIAGEM

O Mussáfir, é quem vai viajar para fora da sua localidade de residência e  espera percorrer uma distância superior a 77 quilómetros. Segundo o Imamo Abu Hanifa (Rahmatulahi Aleihi),  o muçulmano deverá fazer o niayate – intenção antes de iniciar a viagem. Na viagem e na estadia no local de destino, durante 15 dias, é obrigatória a redução dos números de rakátes nas orações de Zuhr, Assr e Isha’a, de 4 para 2 rakátes. É chamado de “Cassr”. Nas restantes orações,  Fajr e Magrib, manterá os números de 2 e 3 rakátes, respectivamente. A oração de Witr depois de Isha’a, deve ser feita.

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O ADHAN – CHAMAMENTO PARA A ORAÇÃO

O ADHAH (Chamamento para a Oração)

A obrigatoriedade das 5 orações diárias foi instituída  na noite de Miraj, quando o Profeta (Salalahu Aleihi Wassalam – Que Deus derrame as bênçãos sobre ele) ainda estava em Makha. Nessa altura, os muçulmanos eram perseguidos e maltratados, pelo que dificilmente se juntavam para cumprir com  o segundo pilar da religião. Antes de surgir o Adhan, para chamar os muçulmanos para a oração, as pessoas dirigiam-se para as Mesquitas em diversos tempos, depois de individualmente ou em pequenos grupos, calcularem o início das orações. Esta prática  impedia de se cumprir com as orações de uma forma organizada e em congregação. Era um sistema que não agradava ao Profeta (Salalahu Aleihi Wassalam).

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A ORAÇÃO NO ISLAM

O SALAH – A ORAÇÃO NO ISLÃO:

A tradução da palavra árabe  “salah” para “oração”, pode induzir em erro, para quem não conhece o verdadeiro sentido do salah. A palavra oração pode indicar as diversas formas de contacto com Deus, uma simples prece por exemplo. O salah é mais do que uma oração, pois inclui as partes verbais e físicas. A Oração no Isslam, é um contacto pessoal entre o crente e Deus.

Outra tradução que se pode dar ao “Salah” é: “oração obrigatória” ou “oração islâmica”. Cada país muçulmano não árabe, denomina o salah na sua linguagem e o mais utilizado em comum por muitos povos é o de “namaz”. Quando o crente está no salah, é como estar no mundo, mas fora dele. O termo “oração” aqui utilizado, refere-se ao salah.

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QUIBLA – A DIRECÇÃO PARA A ORAÇÃO

QUIBLA (A Direcção para a oração)

 Em Makka, na era da idolatria, os residentes adoravam os ídolos colocados na Kaaba. Apesar disso, sabiam que a Kaaba foi edificada pelos Profetas Ibrahim (Abraão) e Esmael – Que a Paz de Deus esteja com eles!.Em Makka, residiam também os Judeus e Cristãos que tinham a sua quibla (orientação) para Jerusalém. Na Kaaba, onde se perfilam para a oração em forma de círculo, permitia ao Profeta (Salalahu Aleihi Wassalam) e aos restantes muçulmanos unir os dois quiblas, porque ao levantarem-se para as orações, ficavam em frente da Kaaba e ao mesmo tempo,  virados para Norte (ficando também direccionados para Jerusalém).

Quando o Profeta (Salalahu Aleihi Wassalam) emigrou para Madina, já não foi possível unir as duas direcções para as orações, pelo que durante 16 ou 17 meses ele e os restantes muçulmanos efectuaram as suas orações virados para Jerusalém. Na cidade de Madina, viviam os Cristãos e os Judeus, que também se orientavam nas suas orações para Jerusalém. Assim, ficaram satisfeitos ao verem os muçulmanos, também a orarem virados para a mesma direcção.

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O CRESCIMENTO DO ISLAM

O Crescimento do Islão:

De acordo com os estudos realizados por diversas organizações e universidades independentes, em termos globais,   1 em cada 4 pessoas é muçulmano. Segundo o Pew Forum of Religion and Public Life de Washington, estima-se que os muçulmanos já  tenham  atingido os 1.570.000.000 pessoas (um bilião e quinhentos e setenta milhões).

cerca de 20% dos muçulmanos é que são Árabes e vivem no Médio Oriente e no Norte de África, regiões tradicionalmente associadas pelas televisões e jornais ocidentais à Religião islâmica.

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OS ATEUS, O ATEÍSMO E OS MUÇULMANOS

OS ATEUS, O ATEISMO E OS MUÇULMANOS

 O ateísmo é uma é a negação absoluta de Deus e consequentemente a negação da vida eterna (Akhirat). Segundo as enciclopédias, a palavra ateu deriva do grego “a” que significa ausência e “teu” do grego “theós”, com o significado de “Deus”.

Literalmente ateu, será “sem Deus”. O significado da palavra teve muitas evoluções ao longo dos tempos e na era moderna, na sociedade ocidental, tem o significado de “descrença em Deus”, por alguns se recusarem a acreditar em algo, através da fé.

O ateísmo é a posição oficial  dos países comunistas, pois desencorajam todas as religiões, com a intenção de evitar quaisquer oposições às ideias estabelecidas pelos respectivos estados.

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UM LONGO HADICE QUE NOS ENSINA A ESSÊNCIA DO ISLAM

 

Um longo hadice, que nos ensina a essência do Isslam

Hazrat Umar (Radyialahu an-hu), relatou: Certo dia, quando estávamos sentados junto do Profeta de Deus (Salalahu Aleihi Wassalam), apareceu um homem de roupa muito branca e cabelo  muito preto, em que não se notava qualquer vestígio de viagem e nem era conhecido de qualquer um de nós. Foi sentar-se junto de Muhammad (Salalahu Aleihi Wassalam). Encostando os seus joelhos aos dele e colocando as suas mãos sobre as pernas dele, disse: Ò Muhammad (Salalahu Aleihi Wassalam), fala-me acerca do Isslam!

O Mensageiro de Deus (Salalahu Aleihi Wassalam) respondeu: “O Isslam exige que prestes testemunho de que não há outra divindade além de Deus e de que Muhammad é o Seu Mensageiro; que observes a oração e que pagues o Zakat; que jejues no mês de Ramadan e que realizes à peregrinação à Caaba, se tens meios para isso”.

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AS ANEDOTAS E A RELIGIÃO

AS ANEDOTAS E AS RELIGIÕES

O ser humano sempre gostou de contar anedotas e piadas como forma de passar o tempo. Com a internet, as referidas piadas circulam e multiplicam-se a uma velocidade impressionante. As novas tecnologias constituem um meio poderoso  de divulgação do bem e do mal. Quando os artigos, as piadas e as anedotas são recebidos via email,  algumas pessoas têm a  tendência de os reencaminhar sem efectuarem qualquer tipo de “filtragem”. Abu Huraira (Radiyalahu an-hu), relatou que o Profeta (Salalahu Aleihi Wassalam) disse: “Para que um ser humano se torne mentiroso, é suficiente  que faça circular (sem o verificar) tudo o que ouve”. (Muslim).

Vou referir-me às anedotas acerca das Religiões e dos Profetas,  que circulam pelo mundo todo, através deste meio de comunicação.

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AL DIN AL NASSIAH – A RELIGIÃO, A PRÁTICA E A SOLIDARIEDADE

AL DIN AL NASSI’AH – A RELIGIÃO, A PRÁTICA E A SOLIDARIEDADE.

AL Din – a Religião, é o código de vida para o muçulmano, um bem muito precioso, que deve ser partilhado com outros. É o exemplo da riqueza, que deve ser repartido através do Zakate (contribuição obrigatória) e do Sadaká (a facultativa). Essa solidariedade que a própria religião nos ensina, pode denominar-se de “AL Nassi’ah”. A conjugação destes dois factores, a religião e a solidariedade, origina as palavras “AL DIN AL NASSI’AH”. São só duas palavras, mas com um significado muito abrangente. São vários os exemplos na língua árabe de duas palavras que dão ênfase a uma situação. Para melhor entendermos essa importância, vamos recorrer ao significado de duas famosas palavras do Profeta (Salalahu Aleihi Wassalam), quando se referiu à importância da Peregrinação a Maka, dizendo: “O Haj é Arafah”.  Estas duas palavras reflectem a importância de Arafah no cumprimento do Haj. Se o peregrino cumprir com os rituais do Haj, tais como, o Tawaf (circundar a Casa de Deus 7 vezes), percorrer também 7 vezes os montes Safa e Marwa, permanecer em Miná e em Muzdalifa, atirar as pedrinhas aos sheitanes (diabos) e cumprir com o Curbani (sacrifício), mas se por qualquer motivo não permanecer em Arafaf no dia e no tempo prescrito, então deverá fazer um novo Haj. Apesar da “estadia” em Arafah ser só por poucas horas em relação aos 5 dias do Haj, acaba por ser determinante para se considerar a peregrinação completa.

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OS INÚMEROS BENEFÍCIOS PELO CUMPRIMENTO DA RELIGIÃO

OS INÚMEROS BENEFÍCIOS PELO CUMPRIMENTO DA RELIGIÃO:

A insatisfação, é uma das características do ser humano. Está sempre a correr, procurando o seu sustento. Mesmo que Deus lhe dê o suficiente para viver com dignidade, procura amealhar mais e mais, esquecendo que a morte está sempre à espreita. Vive amargurado com os problemas que lhe afectam. Quando é contrariado, Irrita-se por tudo e por nada. Por um lado a insatisfação é salutar, porque obriga o ser humano a descobrir meios tecnológicos avançados para produzir mais riqueza. Mas a insatisfação desmedida, provoca  uma sensação de vazio. Não tira proveito do muito que tem e não partilha a riqueza com os familiares e os necessitados. Quando o “clik” acontece, acorda, mas já é tarde, pois com a idade avançada, na prática, os seus bens já não lhe pertencem. Abu Huraira (Radiyalaho an-hu) referiu que alguém perguntou ao Profeta (Salalahu Aleihi Wassalam), qual a melhor caridade que merece maior recompensa. Ele respondeu: “É quando se entrega a caridade no gozo de plena saúde, com poucos meios e temendo a pobreza, mas com esperanças de enriquecer. Que não aconteça só na altura da morte, quando os bens já não lhe pertencem e diz: “isto é para fulano, aquilo para beltrano”, quando na realidade os bens já não lhe pertencem”. Bukhari e Muslim. Quando for acompanhado para a sua morada provisória, a sepultura, nada levará, senão um pano branco para lhe cobrir a nudez.

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